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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Vale a pena conferir a nova série do canal showtime: Penny Dreadful


Você já ouviu falar de Penny Dreadful?

A resposta será provavelmente "não", seguida da pergunta "O que é Penny Dreadful?" Eu poderia lhe responder com algo mais elaborado mas encurtando a história Penny Dreadful é a nova série do canal ShowTime em parceria com Sky que passa no canal americano ShowTime e que aqui no Brasil vai passar com exclusividade na HBO.

Aparentemente apenas mais uma que estreou neste ano. Pois é, só aparentemente mesmo, porque Penny Dreadful não é apenas mais uma série. É uma das séries deste ano de 2014.

Tudo bem. Tudo bem. Séries com um estilo rebuscado, gênero meio complicado de explicar, com uma boa produção, atores bons e uma boa premissa não são tão raras. Mas acredite, essas possibilidades viram um delicioso convite a adentrar cada vez mais no mundo de Penny Dreadful que não cabe nos apenas oitos episódios desta primeira temporada.

A estória é aparentemente uma premissa bem batida: um pai a procura da filha  e que para isso é capaz de qualquer coisa. O problema é que na sua investigação ele se depara com coisas além do céu e da terra, ou melhor com criaturas no limiar "entre o que conhecemos e tememos". Apesar da clara e óbvia conotação sobrenatural nada é o que parece e o que poderia ser uma reles busca de alguém contra algumas criaturas do submundo, aqui nós temos uma busca de alguém contra o mistério que fez com que a busca se iniciasse em primeiro lugar e isso, leva ao confronto com criaturas do submundo.

Não é zoeira como com o paranormal e figuram do sobrenatural como Supernatural, nem em busca de uma conspiração como Arquivo X. Entre essas duas séries eu diria que Penny Dreadful se aproxima da segunda pelo seu senso de realidade e de contexto, cria-se um mundo onde o mundo da série é real e extremamente plausível e intrigante, com uma pitada de figuras icônicas como Frankenstein, Dorian Grey numa trama muito mais complexa que uma simples busca de uma filha das mãos do desconhecido, com reviravoltas dignas de vários gritos "PQP!".

A série estreou neste mês, é bem recente. Dos oitos episódios desta primeira temporada, foram exibidos apenas dois, com uma duração de um pouco mais de 53 minutos de uma produção impecável que nada deixa a desejar ao cinema, trilha sonora excelente, atores que por si só já valeriam uma espiada nesta série por nós, mas o melhor sem dúvida é a estória.


Timothy Dalton interpreta o Sr. Malcon que com sua busca pela sua filha puxa a narrativa da estória, juntamente com a sensitiva Vanessa Ives, interpretada pela sempre fantástica Eva Green. Como essa jornada é muito mais violenta que apenas adivinhar e achar quem está por trás de tudo, eles pedem ajuda do personagem bom de mira interpretado pelo Josh Hartnett, Ethan Chandler, que neste momento encontra-se relutante a se juntar a eles.

Mas essa é apenas a espinha dorsal da série, cada personagem que Malcon e Ives se deparam puxa outros e cada um com uma narrativa própria, um mundo próprio que acaba sendo peças de um mesmo mosaico. Vanessa Ives conta a Ethan que eles lidam com o chamado "demimonde" o tal mundo entre o que é conhecido e o desconhecido, mas isso não se aplica apenas ao plot mas a cada um dos personagens.

Há o que sabemos de imediato, o exterior, o que cada um nos mostra mas há o desconhecido, o segredo que cada um possui e cada um possui um segredo e nada é o que parece, mas fundo, talvez, seja algo contido em um dos maiores segredos: o que separa a vida da morte e o desejo da imortalidade.

Não se engane com o que escrevi, a série é mais envolvente mas não é para quem tem coração e estômago fraco, há cenas bem no estilo "creepy stuff", há sustos, uma vez que oficialmente a série se coloca no gênero suspense/terror mas há também um lado bem de sexual em todo esse thriller. Então, sem "mimimi" e assista a série, se você aguentar o tranco.

Veja o trailer:



No Brasil, segundo fui gentilmente informada pelo twitter gente boa @EvaGreenWeb, vai ser exibida pelo canal pago HBO no dia 13 de junho às 22 h. Agora se você consegue ver on line ao vivo, a série está no ar todos os domingos no que por volta das 23 h, horário de Brasília no canal americano Showtime. Agora se você baixa pra assistir séries, faça um favor para você e coloque Penny Dreadful essa na sua lista.

Ainda não há nada sobre uma segunda temporada, espero realmente que haja uma segunda.

Então: a assistiu? gostou? Espalhe o convite para outros! E nos vemos num review sobre a temporada mais na frente!

Para mais informações vocês podem acessar a página oficial da série no Facebook Penny Dreadful ou acessar a página do blog na mesma Eu Leio e Assisto ou a minha X Files of a Jedi Whovian Cinephile Nerd Woman.



FONTE:
*Fotos: A primeira é um print screen.
             A segunda é da página oficial da série no Facebook




quinta-feira, 13 de março de 2014

Review - 300: A ascensão do império



Na minha lista de filmes os quais eu nunca esperaria uma continuação, 300 era um deles, mas ao que parece as coisas que acredito nunca acontece (vide a possível nova trilogia de Matrix), e quando eu menos esperei me dei de cara com a divulgação de 300: A ascensão de um império, e uma dúvida muito comum: será que é só efeitos especiais ou tem algo que se aproveite? afinal, o primeiro era uma adaptação de Frank Miller, e esse? vale a pena?

Vamos por parte.

Este filme também tem na genética Frank Miller, pois após a graphic novel 300, passou a trabalhar numa outra de nome Xerxes, que é um prelúdio a primeira e até onde eu sei ainda não foi lançada mas até onde se sabe será uma minissérie de 5 edições. O filme possui como base esse novo trabalho de Miller mas eu não sei até que ponto uma vez que não sei até que ponto vai a graphic novel, se esta for de toda a vida de Xerxes, então eu digo que este A ascenção de um império vai até certo ponto, entretanto isso é discussão que não cabe aqui.

Roteirizado por dois dos mesmos roteiristas de 300, Zack Snyder e Kurt Johnstad, esta continuação possui como diretor Noam Murro (Vivendo e aprendendo - 2008) e boa parte do elenco original, como: Lena Headey (Rainha Gorgo), David Wenham (Dilios - o narrador do filme anterior), Rodrigo Santoro (Xerxes) e Gerard Butler (Leônidas) em flashback quando é necessário. Contudo, agora o foco não mais são os 300 de Esparta (que na verdade não eram 300, uma vez que cada soldado tinha um ou dois empregados - estude História!), o foco aqui é o que não vemos mas que ocorre, antes, durante e depois dos eventos do filme anterior.

Se antes, pela narração de Dilios éramos levados a conhecer a grande Batalha das Termópilas e seus quiprocos, aqui a narração de Temístocles (Sullivan Stapleton) nos leva aos quiprocos da origem de Xerxes - o que em parte ele foi responsável - até a adesão de Esparta para lutar ao lado da Grécia. Mas ao contrário do que pode parecer num filme de guerra com tantos homens, a espinha dorsal e a "salvação" do povo grego é a vingança feminina.

Em meio aos vários novos personagens somos apresentados a Artemísia (Eva Green), que não é apenas uma exímia lutadora com espadas e líder das frotas pérsias mais é a grande articuladora da história, não apenas em continuar a guerra entre Pérsia e Grécia mais também em moldar o desolado Xerxes no Rei-Deus que ele se considerava com toda a prepotência que se pode esperar de alguém com um título como esse. 

Todo esse empenho de Artemísia em fazer do jovem Xerxes um Rei-Deus e prosseguir com a guerra não é por um ideal, ou melhor, é para seu ideal: a vingança. A vingança pelo que os gregos a fizera sofrer quando mais jovem que a impulsiona até o seu fim. E é pelo sentimento de vingança quea Rainha Gorgo aceita unir o exército espartano com o resto das cidades-estado gregas contra Xerxes, quando o fim de Temístocles e mais ainda, o ideal de liberdade grega estava chegando ao fim. 

Irônico é que tanto a danação e a salvação da liberdade grega se encontrava em dois povos que não possuíam a mesma concepção de liberdade, uma vez que tanto Pérsia como Esparta (uma das cidades-estado que formava o território que hoje é a Grécia - vá estudar História!) eram regidas por reis, e mais irônico é que a verdadeira engrenagem de um filme com várias personagens masculinas são duas personagens femininas: Artemísia e Gorgo, respectivamente a danação e a salvação.

Mas e aí, vale a pena?

Bom, não espere que este filme seja um marco cinematográfico, que não o é; não é um filme que você vai passar dias digerindo o roteiro. 300: A ascensão do império é um filme que é direto ao ponto que vai te levar a uma imersão do mundo que já tínhamos conhecimento pelo primeiro filme, uma imersão vibrante e violenta.

A direção perdeu alguns elementos gráficos que são a cara do Snyder, mas com isso esta continuação ganhou em termos de linearidade, é melhor contado cinematograficamente que o primeiro, mas desliza no exagero de sangue - que faria o sangue utilizado em Kill Bill 'fichinha'; em alguns momentos perto do final chega a ficar um pouco cansativo. Mais de 100 minutos de sangue jorrando há de ficar cansativo em algum momento, mas só um pouco, depois o filme pega fôlego novamente. Um ponto não muito feliz do roteiro é quando o filme apela para a estória piega do pai que não quer que o filho se envolva na guerra por ser jovem demais, faça-me o favor?! Podia muito bem ter passado sem esse cliché.

Os atores estão muito bem comprometidos com seus papeis, vemos um pouco mais de jovem Xerxes, o que possibilita de vermos Rodrigo Santoro, interpretando um Xerxes humano e não um Rei-Deus, o ator Sullivan Stapleton que leva a narrativa do filme como Temístocles faz um ótimo contraponto masculino para a atuação vibrante de Eva Green como Artemísia. Green ao meu ver rouba a cena do filme não apenas pela personagem dela ser a articuladora mas pela sua atuação ser tão boa que me fez torcer por ela e não pelos "mocinhos". Lena Headey aparece bem menos do que o primeiro mas quando aparece faz que sua Rainha Gorgo contrabalancei a vingança de Artemísia com a sua própria que quando aparece é impossível não vibrar.

A edição segue a cartilha do primeiro, os efeitos também que peca em pequenos excessos que é puramente "vamos colocar porque é 3D e não por ser necessário ao filme", a trilha se faz dormente, fica eclipsada pelos efeitos sonoros e especiais mas quando o filme termina a música que acompanha os créditos finais é boa.

Eu assisti a este filme em IMax e eu que tenho dificuldade em perceber 3D pois vejo a profundidade mas no geral é "nada demais", mas se puder gastar para ver em IMax, GASTE! Pela primeira vez consegui ter uma experiência de 3D com a tecnologia IMax e vale muito a pena, pois há cenas que não só fica evidente a sensação profundidade mas se sentir a vibração das cenas, e com tanta luta, a imersão na estória será ainda mais profunda.

O que me chamou a atenção é que a maior imersão na estória que tem esse filme resultou num maior número das cenas violentas. Se você não curte filmes violentos, não assista a este filme, certamente você não terá estômago, agora se você curte, vá em frente! Pois apesar de ser um filme que a base é nos efeitos, há uma estória bem contada que vai lhe fazer imergir naquele mundo enquanto durar o filme.

Ah, e um terceiro filme fica na possibilidade ao final e respondendo, enfim, a pergunta: vale muito a pena conferir, se for em IMax melhor ainda.

Aqui o trailer do filme:



FONTE:

* Foto: divulgação.
* Trailer: youtube.