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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Review: Guardiões da Galáxia


Sim, sou mais uma que foi conferir ‘Guardiões da Galáxia’ no final de semana de estreia, e não, não sou uma fã. Para ser sincera nem sabia que existia tal estória, foi descobrir na cena pós-crédito de 'Thor 2' onde alguém comentou que era de ‘Guardiões’. E claro, Karen Gillian interpretando Nebula também ajudou que este universo caísse no meu campo de visão, e ainda bem que caiu.

Como já mencionado não sou conhecedora do universo  de 'Guardiões', então fui assistir ao filme como uma reles mortal que busca (sem muitas expectativas) a um bom filme com bons efeitos que façam valer o dinheiro gasto em imax. E cacete! Este filme foi alem do que eu esperava!

Pelo trailer não esperava por um roteiro muito bom, esperava por um filme legal na linha de 'Os Vingadores': roteiro com bons momentos, boas cenas de ação, efeitos especiais pipocando, atuações regulares mas nada de mais. Graças a Zeus, eu errei! Talvez a frase "dos mesmos produtores de Os Vingadores" me enganou mas o fato é que Guardiões da Galáxia possui uma crueza e dureza por trás de uma aparente jovialidade.

O filme demorou para me pegar, apesar da cena inicial antes dos créditos iniciais. Você vai de "my feels!!!" até "WTF?!" nos primeiros minutos mas a aparente mudança emocional é o trilho do filme que mescla muito bem uma densidade dos personagens principais com a velha estória de salvar o universo passando de relance pela misteriosa origem de Peter Quill.

Infelizmente ou felizmente - depende de como você enxerga a história - os vilões não tão bem utilizados, mais ou menos como Malekith em Thor 2, mas o foco é mesmo na formação e na união de uma equipe de improváveis para salvar o universo. E o melhor, essa formação se dá paulatinamente na possibilidade de escolhas singulares de cada um e na descoberta livre da amizade entre eles.

Não, não há pieguismo e nem uma supervalorização do interesse romântico entre Peter e Gamora. O filme anda muito bem no trilho entre o cliché esperado em filmes nestes moldes com um roteiro mais bem trabalhado. Claro, que há pontos não tão bem aproveitados como Nebula e Thanos, o passado de Peter, O Colecionador mas no geral, o filme amarra bem os personagens num roteiro que mostra apenas a aparência dos mesmos mas um relance do que há por trás.

* Pontos mais específicos a serem colocados *

ATORES: Não espere por atuações dignas de OSCAR mas os atores desenvolvem bem seus papeis, não há um ator que lá esteja e não esteja bom. Mas a atuação mais perfeita para mim é de Vin Diesel como Groot, que te levas do besteirol ao emocional. Melhor papel de Diesel disparado e meu personagem favorito do filme. 

Ok. Aqui pode ter zoeira a respeito do Groot mas o personagem é carismático e ao meu ver, o coração daquele grupo.

TRILHA: A trilha incidental não mostra a que veio mas as músicas escutadas pelo Peter, essas são boas pra cacete! apesar da propaganda descarada da Sony (Por que não comprei um walk man da marca nos anos noventa, why????)
.
DIREÇÃO E EFEITOS: A direção de James Gunn é boa e graça a Zeus no Olimpo, não se deslumbra com os efeitos, o foco são os personagens e na perda que cada um possui. Não há um exagero, o que é usado é preciso e ponto, não é uma overdose como ocorreu no segundo filme de 300.

VALE VER EM 3D IMAX? Vale, mas não espere por efeitos que faça você experienciar todo o poder de imax pois não vai haver. Os efeitos do filme apesar de ótimos não caem no exagero, é o 3D bem utilizado. 

Se você tem dinheiro veja em imax pela qualidade, se você é mais um Nerd lascado e quer ver em Imax somente pelos efeitos, veja em 3D normal ou no bom e velho 2D mesmo.

VAI TER CONTINUAÇÃO? No final há letreiros que dizem que eles vão retornar, então...

HÁ CENA NO FINAL? Sim. Fiquem até o fim! Mas não esperem muita coisa.

CADÊ O STAN LEE? A brincadeira tem neste (ao contrário de X-Men) e ache o velhinho e fale alto "Stan Lee!!!!" na sala. ;)

VALE A PENA O ASSISTIR? O que ainda está fazendo lendo isto, vá logo ver o filme!

* Fonte:
Foto: Divulgação.








domingo, 8 de junho de 2014

Review: 'An Unearthly Child' - 1º Doutor



Para quem não sabe "An Unearthly Child" é o primeiro arco de estórias com Doutor, vulgo, a primeira aparição do Doutor ever! O ano? 1963, este é o comecinho, o início do que se tornaria a série de ficção a mais tempo no ar. 

Esse primeiro arco se encontra, obviamente, nos chamados "anos clássicos" que vai de 1963 até 1989 - do Primeiro (William Hartnell) até o Sétimo Doutor (Sylvester McCoy). Claro que há o telefilme de 1996 com Paul McGann sendo o Oitavo, mas este se coloca como parte dos "novos episódios de Doctor Who".

Bom, voltando ao assunto deste post, eu não fui de sopetão ao primeiro arco da série. Com o decorrer de meu caminho com o reboot eu tomei conhecimento dos "anos clássicos" e só recentemente resolvi assistir ao início, afinal, não se pode renegar o passado e nem a importância do inicío da série. 

Meu caminho para adentrar nas quatro estórias de "An Unearthly Child" foi realizado em três etapas: 1) Assistir a An Adventure in Time and Space - o telefilme realizado ano passado pela BBC que conta, justamente, como a série começou; 2) Assistir ao Piloto que não foi ao ar (se você fizer o primeiro passo você saberá o motivo); 3) Assistir, finalmente, os quatro episódios de "An Unearthly Child": An Enearthly Child (episódio homonimo ao arco), The Cave of Skulls, The Forest of Fear e The Firemaker.


O arco é uma estória dividida em episódios, no caso, quatro. Não é muito pois a duração é por volta de vinte minutos, você consegue assistir a todo o arco por volta de uma hora e meia.

Em An Earthly Child primeira estória temos Susan Foreman (Carole Ann Ford) uma aparente adolescente de 15 anos que possui um conhecimento bem alem do normal para alguém de sua idade, fato este chama a atenção de dois de seus professores: Barbara Wright (Jacqueline Hill) e Ian Chesterton (William Russell) que resolvem a seguir depois da escola. Mas no endereço que supostamente ela mora há apenas um terreno baldio, eles entram no terreno que há apenas bregueços e estrenhamente uma cabine de polícia e um excêntrico velhinho que na cabeça de Ian e Barbara está prendendo Susan na cabine.












Claro que eles invadem a TARDIS, claro que eles não acreditam no que veem, claro que acham que Susan e o velhinho, que se denomina como Doutor, estão fora do juizo, mesmo vendo que na cabine o lado de dentro é maior. Neste momento aparece um dilema pois para o Doutor é perigoso deixar Ian e Barbara sairem na boa, uma vez que eles possuem agora a ideia de viagem no tempo. Doutor quer que ele e Susan partam do século XX mas Susan não quer e ameaça deixar não apenas a TARDIS mas o próprio avô. Claro que Doutor não dá bola, claro que ele liga a TARDIS e claro que eles vão parar onde não deveriam.


Em The Cave of Skulls percebemos que Doutor e sua habilidade de pilotar a TARDIS os trouxe para a Idade da Pedra Lascada onde os homens primitivos estão tentando obter fogo para decidir quem será o lider da tribo. Claro que Doutor não faz a mínima ideia onde estejam e sai para pegar amostra do solo. Infelizmente ele tem a ideia de fumar seu cachimbo e quando ele acende o fósforo, um dos homens primitivos o ataca e o leva preso para que ele possa fazer fogo pra tribo. Susan, Ian e Barbara preocupados vão procurar o Doutor e também são presos e todos ficam na Caverna das Caveiras, no que parece, sem possibilidade de fugir.


Em The Forest of Fear,  a Mulher Velha da tribo ajuda o Doutor, Susan, Ian e Barbara a fugirem para que eles não possam fazer fogo, mas Za e Hur vão atras deles enquanto a tribo resolvem fazem uma armadilha para os capturarem perto da TARDIS. Mas no caminho Hur é atacado por uma fera e Barbara e Ian e Susan resolvem o ajudar e todos voltam a tribo onde eles são novamente presos na Caverna das Caveiras.



Em The Firemaker, Ian consegue fazer fogo pra Hur que se torna o novo lider da tribo mas isso não
faz com que Doutor, Susan, Ian e Barbara consegam ir embora. Susan tem uma ideia de os fazerem ficar com medo enquanto eles conseguem fugir correndo pra TARDIS. Quando eles finalmente chegam a TARDIS, vamos só dizer que eles não vão para onde eles querem mas para um lugar desconhecido, onde o Doutor presupõe não será tão perigoso.




Eis os quatro episódios que iniciou tudo! Não leve em conta que eu escrevi pouco para supor que não tem muito o que contar, na verdade há muito a se falar mas não quero estragar sua alegria ao os assistir. E isso quer dizer muito pois eu vivo 'spoiliando' os outros com as coisas que gosto.
Mas depois que contei em linhas gerais o que há no primeiro arco de estórias, vamos para coisas mais específicas e frescas sobre: 
O primeiro arco é o que temos de mais original, no sentido de origem, que temos de Doctor Who. É o berço de tudo. Só por isso assistir ao arco já devia ser lei para whivians, assim como todas as temporadas dos "anos clássicos". E inicia de modo similar ao reboot de 2005, vemos primeiro um pouco de quem será os companheiros de viagem pra depois chegar ao Doutor. Se em 2005, conhecemos o Doutor pela ótima da Rose, descobrimos mais sobre ele a medida que Rose o descobre, aqui no primórdio, em 1963, o conhecemos na medida que Ian e Barbára o descobre: suas falhas, seu brilhantismo, etc.

É realmente bom que se tenha assistido a An Adventure in Space and Time, uma vez que temos o background dos bastidores, dos atores, da dificuldade de Verity Lambert em colocar o programa no ar nos é exposto, mas principalmente, você teve o assistir por perceber o quanto a série deve ao talento do William Hartnell para transformar o Doutor, num personagem carismático, mesmo que ele aja de modo que não concordamos. E isso me leva a salientar a diferença gritante do Doutor no Piloto que não foi ao ar e no primeiro episódio da série.

Se no Piloto que não foi ao ar, temos um Doutor rípido e seco, sem carisma nenhum e sem o 'borogodó que faz com que Doutor seja o Doutor, no primeiro episódio - que na verdade é a mesma estória do Piloto - temos um Doutor completamente diferente: excêntrico, amalucado, rápido nas respostas, e com 'borogodó' pra dar e vender, e isso se deve pela construção do personagem pelo ator que o interpreta. Aqui dois momentos do Doutor que não tinha no Piloto que não foi ao ar e que fez toda a diferença:

Talvez muita gente não goste, por ser antigo, pela maneira de filmar e conduzir a estória e o relacionamento dos personagens ser diferentes, ou talvez tenha idiotas pra não gostar pela falta de efeitos especiais. Eu só digo uma coisa: não há como se dizer whovian e renegar o passado!

Então, limpe-se do preconceito e se jogue na série, no primeiro arco!

Onde achar? Há um blog/site/enfim da série que é a melhor fonte da série em língua brasileira, aqui o link de onde encontrei os links para baixar os episódios do primeiro arco, inclusive o Piloto que não foi ao ar:  http://universowho.org/arco-001-an-unearthly-child/
E se você tiver interesse fuce no universowho e encontre o filme 'An Adventure in Space and Time' também.

FONTE:
Fotos: print screen dos episódios.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Review: Malévola




Eu não queria assistir a este filme na estreia.

Acredite quando eu digo que eu era a última pessoa que queria ir na estreia de Malévola. Na verdade, eu nem estava pensando em o conferir. Sendo mais sincera ainda, eu nem sabia desse filme, o descobri por causa de um post da Aline. Mas eis que o acaso, este motor de minha vida, fez-me com que minhas escolhas  fossem a assistir Malévola (e olhe que pensei em assistir ao novo X-Men novamente).

Estou feliz em não ter assisto ao novo X-Men novamente, não por este ser um filme ruim, não o é, é formidável mas se assim fosse eu teria perdido a chance de conferir um filme que superou positivamente minhas espectativas como há muito tempo não ocorria. Malévola, é o estilo amodernizado estilo Disney de filmes no melhor estilo.

Sim, sei que o filme é uma versão live-action do desenho clássico do estúdio, mas se eu nem sabia do filme sabia muito menos do desenho, então vamos deixar o desenho originador um pouco de lado.

A premissa do filme é muito boa, a que toda história tem dois lados e que aqui veremos a do lado que sempre foi dito pelas estórias como ruim, mal, malévola. Isso me lembra muito algo que Simone de Beauvoir diz no artigo 'olho por olho' que se olharmos de perto poderemos compreender muito bem o que levou os grandes criminosos a cometerem seus crimes mas, no entanto, compreender não é desculpar.

No filme vemos uma Malévola humana (não, não é por causa de ser uma película em live-action), vemos que era um ser de coração puro e que ao sentir na pele o que a ganância humana poderia fazer, resolveu dar o troco da maneira que podia e que naquele momento de raiva, ódio, rancor achava que era o justo. Mas o tempo faz com que o distanciamento temporal de Malévola com o acontecimento que a embruteceu a faça refletir melhor, e querer voltar atrás. Entretando, nem todos possuem uma TARDIS e mesmo arrependida, terá que arcar com a responsabilidade de seus atos.

O ponto central é justamente esse: fazemos merda mas não podemos desfazer nossos atos, mesmo que eles sejam justificáveis a um ideal de moral estabelecida ou pessoal. Malévola compreende tarde demais que o que desejou era algo de momento mas em nenhum momento tenta escamotear suas ações, quando é confrontada, assume. Malévola não apenas é a engrenagem do filme mas a vilã e a heroina de sua estória e a dos outros, como qualquer um de nós.

Os outros personagens? Coadjuvantes de fina estampa que transfoma a estória em algo creivel para o seu próprio universo e para de cada um de quem assiste, afinal, o filme lida com sentimentos (amizade, amor, vingança, raiva, ganância, etc) dos personagens e os nossos.

Angelina Jolie interpreta uma Malévola com humanidade, mesmo com todo aparato do mundo mágico ao qual a personagem se situa, em nenhum momento a fantasia deturba a humanida da peronsagem. Querendo ou não, ela é o grande nome do filme, mesmo que o mesmo tenha outras atuações muito boas, como a da Aurora (Elle Fanning)e das três fadas atrapalhadas.

O visual e a fotografia lembra Avatar e Alice no pais das Maravilhas do Tim Burton, os efeitos são grandiosos sim mas não algo que canse ou atrapalhe. Assisti-o em 3D e como sempre, não vi nada demais, talvez em iMax a esperiência do 3D seja mais satisfatória. Direção: ok, trilha: ok, fotografia: ok, atores: bons, roteiro: muito bom.

Malévola é uma redescoberta de antigos contos de fada que não ousamos questionar e que aqui, vemos que nem tudo é o que parece, sentimentos mudam, juizos de valor mudam, e o amor verdadeiro é algo que trascende o romance.

Moral da estória? Assista ao filme e redescubra antigas estórias mais humanamente.

FONTE:
* Foto: Divulgação.