Sinopse:
Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.
A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra. Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais,
esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos…
Pagford não é o que parece ser à primeira vista. A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o
catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará
em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas?
Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, Morte
Súbita é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling, autora de mais
de 450 milhões de exemplares vendidos.
O livro de J.K Rowling é uma literatura adulta sobre relações humanas e acontecimentos inesperados, numa mistura de descrições incríveis sobre os ambientes nos quais acontecem a história. Começa com a morte de um personagem importante, que gera inúmeras situações relacionadas à ela.
O local onde o personagem morre vira um local inconstante e improvável e tudo leva a crer que a história girará em torno disso, porém, é apenas o estopim para decifrarmos sobre o que é a história. De fato, para mim, o centro da história é a interação das pessoas e as decisões que elas tomam. As reações dos personagens à morte e à possibilidade de chegar a um poder ou a uma nova forma de organização social.
A tentativa de Rowling de escrever um livro descritivo e que fugisse da sua escrita oriunda de Harry Potter causa certa estranheza para quem leu toda a saga do bruxo, mas não é ruim. É agradável, tem um enredo consistente e um final que surpreende. Talvez porque, particularmente, eu gostei do modo que ela escreveu Harry Potter e não considero os livros 'infantis', que, para mim, as mudanças da escritora neste livro me pareçam um pouco desnecessárias.
A facilidade de leitura que encontramos em Potter é encontrada também em Morte Súbita, mas com uma marcação diferente, formação de orações diferentes e uma real intenção da autora de fugir do óbvio de tudo que já tenha escrito. Por isso vale a pena, pois é um outro lado de JK que para nós era desconhecido, e que se mostra em seu livro adulto com firmeza de conteúdo.
É fã de JK Rowling e/ou tem curiosidade para ler Morte Súbita? Que tal concorrer a um exemplar do livro? É muito fácil! Para concorrer, siga as instruções:
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Boa sorte!
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Resenha + Sorteio do livro O Lado Bom da Vida
Sinopse:
Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados".
Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.
Resenha:
O livro O Lado Bom da Vida relata com muita profundidade a história do personagem Pat, que foi interpretado por Bradley Cooper no cinema, no filme de mesmo nome do livro. Com diálogos emocionantes, pode-se entender o transtorno do personagem, sua busca pessoal pelos seus objetivos, dos quais o principal é 'resgatar' de volta para a sua vida a sua esposa e também é possível sentir a sua frustração com a vida, muito mais até do que no filme.
O encontro de Pat com a nada convencional Tiffany desperta nele um outro lado, e seus mantras pessoais de depois da internação se intensificam, mas também aflora um outro lado seu. De forma suave, a narrativa roda em torno do encontro do personagem consigo mesmo de volta à realidade e à sua relação com as pessoas. Ponto forte para cada momento em que Pat interage com sua família.
O fator mais interessante de ler o livro é que você pode imaginar as coisas de uma maneira diferente das que vimos no filme O Lado Bom da Vida, que é uma ótima obra cinematográfica, mas apenas leitores assíduos sabem o prazer que é imaginar as situações de livros sem um referencial real. É maravilhoso!
Por diversão, emoção ou mesmo se você é fã do filme com a vencedora do Oscar, Jennifer Lawrence, vale muito a pena conhecer o livro.
O Lado Bom da Vida foi escrito por Matthew Quick, tem 256 páginas e foi publicado pela Intrínseca.
Quer ganhar o livro? Basta participar do sorteio do blog Eu Leio e Assisto!
a Rafflecopter giveaway Pronto! Você já estará participando. E você ainda tem mais chances de ganhar com as opções secundárias do rafflecopter! Boa sorte!
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Resenha: Quentin Tarantino: Arquivos de um Fanático por cinema
Quentin Tarantino trabalhava numa locadora e vivia assistindo aos filmes clássicos que vez ou outra locava. Sonhava em fazer filmes e em seu pequeno e apertado apartamento, escrevia roteiros que vez ou outra, conseguia pôr nas mãos de algum bam bam bam que trabalhava em estúdios. Passou por muitos sufocos, como a venda de um de seus melhores roteiros (o de Assassinos por Natureza) para poder bancar o seu primeiro filme como diretor, produtor e roteirista, e desde então não parou mais.
O livro Quentin Tarantino traz um compilado de arquivos (resenhas, resumos, críticas) sobre a carreira de Tarantino, desde o começo de sua carreira ao estrelato como um dos melhores diretores de todos os tempos. É um livro bacana, com um trabalho de arte muito bonito e que foi lançado pouco antes do diretor ganhar seu segundo Oscar (Por Django Livre, Oscar de melhor roteiro, o segundo do diretor, que também ganhou por Pulp Fiction na mesma categoria).
O que me deixou impressionada no livro foi o formato. Eu pensei que era uma biografia ou algo do tipo, mas não. Ser um compilado tornou o livro um pouco quebrado e cheio de opiniões formadas diferentes pelo diretor. O tamanho do livro também impressiona, mas o conteúdo é o mais importante. Eu gostaria mais dele se ele fosse escrito por apenas uma pessoa, como relato de vida do autor do que da maneira que foi, mas paciência. É um livro bacana e interessante para quem é fã e não deixa de ser uma bela homenagem à carreira de Tarantino. Vale a pena ter, ler, mas vale a pena também ter uma opinião formada sobre ele antes de ler a de outras pessoas. Fica a dica!
Quentin Tarantino: Arquivos de um Fanático por cinema foi organizado por Paul A. Woods, tem 384 páginas e foi publicado pela Leya/Barba Negra
sábado, 26 de maio de 2012
Resenha: Tudo Tem Seu Preço
Marcelo amava Mirtes, que amava o dinheiro que não tinha. Mesmo não sendo um rapaz pobre, Mirtes desdenhava de seu namorado de muito tempo e sempre o traía quando tinha a chance, pois sabia que ele sempre a perdoaria, tamanho era seu amor. A irmã de Mirtes, Alzira, sempre aconselhara os dois sobre tais comportamentos - o de Mirtes, desvairado; o de Marcelo, submisso - mas nada mudou, de fato. Não até a espiritualidade entrar na vida deles.
A história do livro Tudo Tem Seu Preço narra a história paralela de pessoas de classes sociais diferentes e diferentes no jeito de ser. Emerson, o filho adotivo de uma família muito rica, é cheio de energias positivas e volta de uma viagem ao mundo com ideias inovadoras sobre a vida e isso irá afetar todos a sua volta.
Personagens caricatos como a ambiciosa, a interesseira, o amado, o amante, o galinha, a santinha e todos esses estigmas sociais são bem dosados com uma mistura da realidade dos sentimentos. O fato é que existem, de fato, pessoas dessa maneira. Existe interesseiros que todos nós conhecemos muito bem; amados, que são sempre muito felizes no amor... e o contraste destes, os amantes.
A narrativa progride na medida em que os personagens dão de cara com suas personalidades e decidem, assim, mudá-las para viver melhor, ambos à suas maneiras.
Lições de moral e lições espíritas são colocadas o tempo inteiro (vale dizer que este livro é um livro de cunho espírita), mas isso não faz com que o valor da obra seja minimizado.
Opinião pessoal.
Tenho que dizer que Tudo Tem Seu Preço é um dos meus livros favoritos. Sempre que leio ele, sinto uma paz incrível, não sei explicar. Se eu pudesse comprar vários e distribuir, eu o faria. Sei que ele pode não surtir o mesmo efeito nas pessoas, mas em mim é realmente impactante.
Ler um livro cheio de aspectos de religiosidade não mata ninguém, e Tudo Tem Seu Preço tem sim o seu valor. Um valor simbólico. De paz. É um livro do bem.
Tudo Tem Seu Preço foi escrito por Zibia Gasparetto, tem 384 páginas e foi publicado pela Vida & Consciência.
domingo, 29 de abril de 2012
Resenha: A Menina Que Roubava Livros
Liesel foi forçada a se separar dos pais por causa da guerra. Na Alemanha Nazista, teve de conviver com pais adotivos de origem muito pobre,todos muito sujeitos a suas próprias insignificâncias. Mas Liesel não se esqueceu do seu primeiro momento com o fantástico. A primeira vez que teve um livro. E o livro foi o seu consolo para o abandono, a sensação de solidão e para a morte de seu jovem e inocente irmão, causa principal de seus devaneios durante o sono, muito antes de sua vida mudar de pais, de ares e de rotina.
Quem conta esta história não é um narrador observador qualquer. Quem narra a vida de Liesel é a Morte, e falo isso ignorando todas as contradições. A morte acompanha de perto a vida da garota magrela e sempre insinua os acontecimentos que virão para a sua vida. E quando a morte resolve te contar uma história, você se recusaria a ouvir?
O best-seller mundial A Menina Que Roubava Livros é o livro que abrange a narrativa da criança e da guerra e que entrelaça os personagens e o fato, e a indiferença da classe pobre para a extensão do problema da guerra, até que o problema da guerra chegue de uma forma bastante perigosa para eles.
É complicado tentar definir melhor ou pior parte no livro, que é um arranjo muito bom de diálogos e períodos. A crescente expectativa de que uma coisa ruim possa acontecer aos personagens que estão tão inseridos no drama nazista é duro de ler e difícil de encarar simplesmente como livro para entretenimento.
Quando, particularmente, leio livros com a temática nazista, mesmo que seja um romance, eu penso no universo que isso abrange, em todo o fato, naquele medonho acontecimento real que destruiu tantas vidas e tanta esperança na humanidade. E lendo o livro A Menina Que Roubava Livros, tenho uma sensação muito diferente dessas que eu geralmente sinto, porque os personagens do livro estão muito alheios ao terror da guerra até mesmo pela falta de informação.
O importante é que, tal alienação para a guerra faz com que uma nova dimensão abrace os personagens e, dessa maneira, eles conseguem conviver consigo mesmos e com a miséria que os aguarda. Caso eles estivessem muito fixados na guerra, poderiam viver? É o que acontece com Liesel e seus livros, que são as coisas que a afugenta do constante pesadelo com a morte e a saudade intensa que sente da família verdadeira. É o que acontece com o pai pintor quando ele toca acordeão. Com o judeu, que sonha em nocautear Hitler. E com a mãe adotiva que xinga a sua filha e se preocupa com coisas muito pequenas, como as traquinagens da pequena Liesel, tão jovem, tão sem noção ainda.
É muito difícil não se apegar aos personagens, principalmente ao pai adotivo da Liesel. Ele, no livro, e o personagem judeu que ele acaba por tendo a obrigação de abrigar em sua casa, são os que parecem ter mais noção do que está acontecendo ao redor, até mesmo por eles serem dois párias da sociedade, cada uma a sua maneira.
Dentre os personagens, o judeu é muito particular. Ele ajuda Liesel com o sentimento de igualdade e com um livro novo e a fantasia de um mundo diferente. E quando há a quebra desta relação, há também uma quebra significativa da esperança que o leitor possa sentir em relação a vida de todos os personagens.
O livro não é difícil de ler, muito pelo contrário. E talvez por isso mesmo, muitas pessoas demorem a ler AMQRL pelas folgas de leitura, que são justamente as partes curtas em que a morte adianta ou atrasa alguma informação.
O fato é que o livro AMQRL nos deixa com uma sensação tão profunda, que paira ao inexplicável. Compara-se, em minha humilde opinião, ao fim de O Pequeno Príncipe, mas com menos emoção. A comparação se dá no sentido de que podemos nos emocionar com coisas que são simplesmente complicadas de se dizer. Coisas que não sabemos porque sentimos, mas que temos certeza que são coisas que nos faz bem mais humanos.
A Menina Que Roubava Livros foi escrito por Markus Zusak, tem 494 páginas e foi publicado pela Intrínseca.
sábado, 14 de abril de 2012
Resenha: Os Guardiões + Sorteio
É possível o amor ultrapassar fronteiras?
Adélia é uma mulher de meia idade que não está satisfeita com a sua vida há muito tempo. Vive isolada, perdeu as coisas que mais gostava na vida e só tem, praticamente, uma amiga. Na sua festa de aniversário, ela resolve contar a essa sua amiga e parente mais próxima que resolveu ir embora em uma viagem ao Peru.
O desenrolar da trama se dá dos motivos de Adélia de deixar sua vida (
A personagem central passa ao leitor um sentimento de vazio muito grande. Vazio existencial mesmo. Ela parece estar perdida na própria vida, simplesmente existindo. Do nada, uma vontade forte de se aventurar parte de si mesma, e ela resolve, no Peru, achar respostas para as suas dúvidas, dúvidas estas que nem ela sabe ao certo quais são.
Na sua aventura, Adélia não busca amor, não busca uma vida nova. Na verdade, a vontade dela, que é passada pela leitura, é mesmo a de ''sair'' de onde ela se encontrava. Simplesmente se mover. Descobrir algo que vale a pena. E ela descobre muito mais.
Com a temática diversificada e uma grande pesquisa, a autora leva os leitores a uma viagem ao Peru, com direito a informações detalhadas sobre o clima, a paisagem e as pessoas locais. Mais especificamente, pessoas simples, da terra, os índios.
Há uma legítima introdução da cultura Inca e peruana no leitor. E uma evolução da personagem de acordo com o aprendizado dela dessa cultura e história. Principalmente quando ela conhece Chaski, um enigmático guia que lhe ensinará coisas que ela jamais imaginou que poderia aprender.
A leitura do livro não é difícil, ela flui. Ele tem poucas páginas, portanto, é um livro que não cansa e que também não enrola. A história é bem densa, você vai descobrindo coisas que te deixam realmente surpreso com o desenrolar da trama.
O começo engana você pensando que você vai conhecer a história de uma pessoa chateada com a vida e que vai adentrar no universo de uma fumante inveterada. Que bom que não. Adélia é bem mais do que ela mesma sabe que é e a gente vai sabendo disso junto com ela.
É uma narrativa adulta, não é um romancezinho de criança e muito menos de adolescente. Tira-se pela idade da personagem e pelas experiências que ela passa.
O livro não tem a intenção de excluir leitores jovens, no entanto. Só acho que é um livro para quem está aberto a novas coisas, a uma experiência com a natureza, com as coisas do fantástico e com aventuras que vão além da imaginação, porque Os Guardiões tem muito disso.
Os Guardiões foi escrito por Liana Zecca, tem 157 páginas e foi publicado pela Livros Ilimitados.
Segue o book trailer de Os Guardiões (imperdível, vejam!)
Quer ganhar um kit de Os Guardiões, com o livro + marcador autografados? Simples demais! Siga os passos OBRIGATÓRIOS no Rafflecopter e boa sorte!
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sexta-feira, 13 de abril de 2012
Resenha: Um Sonho A Mais + Sorteio do Marcador do livro
Um Sonho A Mais é um livro que relata a história da adolescente Fabi, que tem muitos planos para a sua vida. Ela planeja passar no vestibular, cursar administração e montar a sua própria empresa. É muito responsável e vive em seu mundinho, com seu amigo grandalhão e sua mãe amorosa e atenciosa.
Porém, o seu último ano na escola Anabelle vai se mostrar bastante confuso, com a perda de um grande amigo, o desgostar de uma paixão platônica, o aparecimento de outra paixão, mas essa correspondida, uma nova amiga, novas escolhas e novos planos que ela irá fazer em sua vida, mediante suas novas experiências.
O mais interessante da Fabi é que ela não parece ser mais do que é, uma garota que já não é mais criança, mas que também ainda não é adulta. E no meio de tantas mudanças de seu corpo, de seus contatos e das possibilidades em sua vida, ela vai começando a passar por situações que comprometem tanto a sua opinião em relação a tudo como também o seu desejo mais intenso e o sonho mais profundo. Tudo para ela se transforma em uma emoção sem igual e ela começa a perceber que a vida é bem mais do que ela imagina - mais interessante, mais complicada, mais cheia de impasses.
As percepções de Fabi para coisas tão óbvias vai acontecendo gradativamente, de acordo com a sua experiência. Ela confia muito nas pessoas, e dessa forma, vai perdendo o benefício da dúvida com elas. Se culpa muitas vezes pelas situações pelas quais passa, mas a imaturidade é algo tão normal, que, com o passar do tempo na leitura, a percebemos consciente de um amadurecimento rápido.
Eu achei o livro muito bem trabalhado, rápido e cheio de diálogos, o que torna a leitura muito mais agradável. O livro vai colocando você dentro do mundo da personagem, e ela vai entrando em cada situação, que nós ficamos meio indignados por tudo aquilo estar acontecendo com ela - e até mesmo com ela.
Acho que o melhor de tudo é encarar a Fabi como uma pessoa normal, que passa por problemas normais e que tem que lidar com a vida de uma maneira meio repentina - saindo de sua bolha e encarando tudo de frente - e por isso que ela age de forma meio precipitada e boba algumas vezes. Ou como ela mesmo diz: como uma anta.
A linguagem do livro é muito fácil, algumas vezes podemos ver coloquialismos do vocabulário teen, o que faz com que nos aproximemos bem mais dos personagens.
Um Sonho A Mais é um livro que eu li MUITO rápido, que não parei de ler quando comecei e que foi bem gostoso de acompanhar. O final te deixa com uma espécie de "Ahhhh" e você quer saber o que vem depois, mas faz parte. Nem tudo é fantasia quando se tenta relatar a vida real.
Um Sonho A Mais foi escrito por Nanda Meireles, tem 144 páginas e foi publicado pela Editora Multifoco.
Quer ganhar este marcador do livro Um Sonho A Mais? Simples!
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- Faça um comentário relevante sobre a resenha do livro e deixe o seu email para contato no comentário.
Fácil demais, né? Como eu vou sortear isso lá para o final do mês (por motivos meramente de tempo de ir aos correios e tal), fiquem tranquilos que eu aviso o vencedor por email. Caso ele não responda em até 3 dias, faço o sorteio de novo! Se eu ver que muita gente tá querendo o marcador, eu sorteio mais de um!
Beijos!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Resenha: ETECÉTERA: A Vida Sob um Olhar Poético
Por que ETECÉTERA????
"Fascinou-nos a ideia de indefinição e de liberdade que a palavra ETECÉTERA traz. Dessa maneira, foi imediata a identificação porque nossa ideia era uma proposta nova, uma proposta nossa. Falaríamos da vida, mas de uma forma pessoal, e ao mesmo tempo, que alcança tantos por serem sentimentos comuns aos humanos, ou seja, o "algo a mais" que a vida é por si só. E ao mesmo tempo o "algo a mais" se justifica por ser a nossa ideia, uma ideia compartilhada e única, isto é, a vida observada de maneira que nunca fora vista antes, além de tudo que já fora dito. Temos por característica o romantismo, mas não falamos somente de amor, temos cotidiano, medos, etc. E nenhuma palavra seria suficiente, que não fosse: ETECÉTERA." (Valéria Sales)
A primeira vez que você se depara com o livro ETECÉTERA, ele não parece ser tanto. Fino, simplista, com poucos detalhes. Não é um carnaval. Não tenta atrair os olhos de qualquer pessoa. Não chama a atenção. A verdade é que a intenção é clara: o simplismo é o que interessa.
O nome ETECÉTERA remete a algo muito mais extenso do que qualquer coisa possa incorporar. ETECÉTERA, num geral, não é palavra de redação. É uma palavra que engloba o tudo e o nada, o que foi dito e o que ficou por se dizer. E que palavra poderia ser melhor encaixada para resumir os sentimentos, que não ETECÉTERA? Sentimentos estes que são tão confusos que ninguém consegue explicar?
O livro A vida sob um olhar poético é esse misto de exposição e idéia de nada. Não é uma tentativa de explicar o sentimento, é o sentimento exposto em palavras juntas em poemas e crônicas.
"Um livro onde a vida e a subjetividade humana sãosentidas e expressas a partir do olhar poético."
ETECÉTERA foi escrito por duas mulheres. E no decorrer da leitura, você pode identificá-las sem sequer ler o nome embaixo dos poemas. A escrita delas é muito diferenciada, há uma quebra de raciocínio no início da leitura do que a outra escreveu e outra quebra quando lemos a que escreveu depois.
Existe também no livro algumas peculiaridades do português e uma simplicidade muito grande na métrica dos poemas. Acho que a maioria dos poemas contemporâneos são assim, não é?
A borboleta da capa significa a transformação. Transformação do ser, da palavra, do sentimento. Gosto de pensar que ela significa o crescimento da riqueza poética, o que só acontece quando a gente lê realmente uma obra e compreende tudo o que é passado.
No livro, as poesias e crônicas são separadas por páginas na cor lilás, que dão o start da coisa. Muito bonitinho. Aliás, poemas e crônicas tendem a mexer com a gente, né?
Poesia não é para qualquer um, é para quem sente. O livro da Valéria Sales e da Emanuella Rachel Santos está aí pra isso. E cumpriu o seu papel.
ETECÉTERA - A VIDA SOB UM OLHAR POÉTICO foi escrito por Valéria Sales e Emanuella Rachel Santo, tem 109 páginas e foi publicado pela Bagaço Editora com Ed. das autoras.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Resenha: O Mundo Mágico de Harry Potter
O mundo mágico de Harry Potter não foi um livro que eu conheci pela fama ou porque alguém me indicou. Surpreendentemente, encontrei ele a um preço razoável e o adquiri juntamente com outro livro da mesma linha e do mesmo autor e deixei ele meio de lado na minha prateleira pela falta de tempo.
Porém, após algumas horas de leitura, pude perceber a intenção do autor e a lógica do livro ter existido.
O livro é para fã mesmo. David Colbert analisa de forma bem particular as singularidades das palavras que J.K. Rowling utilizara em sua série Harry Potter e tenta desvendá-las mediante pesquisa dos termos. Nesse livro, podemos saber, por exemplo, que o nome dos Potter fora escolhido por Rowling em homenagem a seus vizinhos.
O livro é bem curto, mas consegue convencer pela curiosidade que vai incitando. É muito bacana perceber por ele que a autora do bruxinho querido se deu ao trabalho de ir longe em suas pesquisas para colocar o nome dos personagens mediante sua personalidade e o significado reais deles.
Malfoy, tem um significado malígno; muitos lugares expostos no livro, de fato, existem. Flamel é uma personagem real, um alquimista que, dizem, conseguiu a fórmula da pedra filosofal (assim como no livro 1 de HP).
O que eu mais gostei do livro foi a citação de outros autores, o que desmascara muito blá blá blá de que a Rowling copiou o estilo alheio. Quando citam Tolkie (autor de O Senhor dos Anéis, entre outros), vemos que o que Rowling usou do estilo dele fora, no mínimo, uma homenagem. Ela também usa nomes adquiritos de As Crônicas de Nárnia, um de seus livros favoritos. Isso não é cópia, muito menos plágio. Colbert foi muito feliz em explicar tais colocações.
O livro, como bem diz na capa, não foi aprovado pela Rowling ou pela Warner, mas se você colocar no google os termos citados, gregos, hindus, os nomes e seus significados, vocês vão perceber que o livro não é um escrito qualquer. Ele até lhe mostra o caminho para pesquisa, com as duas páginas finais dedicadas a uma extensa bibliografia.
Para quem é fã ou simplesmente curioso, vale a pena.
O Mundo Mágico de Harry Potter foi escrito por David Colbert, tem 183 páginas e foi publicado pela Sextante.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Resenha: Tormenta
Tormenta vem com muita informação que, no meio de minha leitura, pareceu meio ''desnecessária'' ou então longas demais para informações muito simples e que não diziam muito sobre a história num geral. O segundo livro da série agrada pela capa e pela Lauren Kate fazer o esforço de parecer a mesma, mas a autora não consegue introduzir nos personagens um carisma e na história, uma forma de fazer com que os leitores se prendam a ela como o fez em Fallen.
Nesse livro, eu vejo uma desconstrução da heroína romântica, com uma Luce completamente avessa a toda a sua história. Depois de fugir com seu amado Daniel para sua própria proteção, a personagem se mostra com o auge da imaturidade adolescente e age de forma inconsequente atrás das respostas para suas dúvidas.
No julgar o mais correto, ela se mete em confusões que colocam sua vida em risco, tornando cada vez mais difícil para Daniel lidar com essa situação e ela ainda faz uma coisa com ele que é de partir o coração.
Já ouvi falar que Paixão é, de fato, muito bom (paixão é a sequência de TORMENTA), mas ainda não sei como a autora trata da história, porque não li o livro ainda, mas espero que em Paixão, Lauren recupere o mais precioso de sua série aclamada: resgatar o gosto por acompanhar a história dos personagens.
Acabei fazendo desta resenha muito mais uma ''crítica'', pois o livro não me atraiu ao ponto de debulhá-lo como o fiz com o primeiro. Sad.
Tormenta foi escrito por Lauren Kate, tem 299 páginas e foi publicado pela Galera Record.
Resenha: Fallen
Ta aí um livro que gerou muito burburinho, elogios, críticas, sorteios e até mesmo uma visita da autora ao Brasil para a divulgação de uma das sequências dele. Fallen, o primeiro de uma série de (4? 5 livros? O sucesso dirá...) sucesso é a prova de que romances água com açúcar misturados com o sobrenatural podem sim dar certo. E dão.
A história gira em torno da assustada Luce, que acabara de passar por uma perda a qual não consegue explicar e, devido aos fortes indícios de trauma ou até mesmo de culpa, é mandada pelos pais a uma escola especial, uma espécie de internato.
Depois de reviravoltas e uma difícil forma de se encaixar, ela acaba conhecendo o enigmático Daniel, um rapaz que mexe com seu imaginário e bem fundo em seu coração. O que Luce não sabe é que ela e Daniel dividem uma história que vai além do mundo que ela conhece, das pessoas com quem ela conviveu e da vida que ela vive.
Sofrendo impasses com o sedutor e ao mesmo tempo duvidoso Cam, ela viaja na própria história, se conhecendo aos poucos com os relatos vagos de Daniel, com as experiências na escola e com as novas perdas e ganhos que terá na sua vida.
Com a temática mais inserida nos livros de sucesso publicados atualmente, os anjos, Fallen acompanha um ritmo gradual de conhecimento dos personagens, onde os leitores vão conhecendo a verdade quase no mesmo ritmo que a personagem central.
Fallen é, em comparação a sua sequência, o melhor livro escrito por Lauren Kate (não li Paixão ainda, a sequência de Tormenta, que é o segundo livro da saga). Talvez pelo nivelamento da história e a construção dos personagens, ele seja o que mais cumpre com a expectativa do leitor.
Com uma capa incrivelmente atrativa - e talvez ela seja o grande ponto forte do livro - Fallen conseguiu ser um ímã para as garotas e garotos que buscam bem mais do que um romance: é um livro para quem busca um mistério sombrio para desvendar.
Fallen foi escrito por Lauren Kate, tem 406 páginas e foi publicado no Brasil pela Galera Record.
domingo, 11 de março de 2012
Resenha: O Retrato de Dorian Gray
O Retrato de Dorian Gray é uma obra prima do escritor Oscar Wilde. Aclamado por críticos, a história do eternamente jovem Dorian é um desses livros para se pensar.
Dorian Gray é um rapaz muito bonito, jovem, inteligente e bem financeiramente. Sua amizade com o pintor Basil o faz virar uma espécie de inspiração para suas pinturas, este sempre insistindo que Dorian pose para ele, para que sua criatividade não se esgote, e para que a sua beleza fosse sempre o motivo de tanto desenvolvimento da arte.
Até que um dia, Dorian conhece, por meio de Basil, o inescrupuloso Lord Henry, um aristocrata cujos valores são duvidosos até mesmo para os menos castos. Este faz com que Dorian se sinta enobrecido pela admiração do nobre a sua beleza e faz com que ele mesmo admire ser tão bonito.
Basil, o pintor, finalmente termina uma obra de arte inspirada em Dorian: um retrato perfeito. A eternização de sua beleza e juventude. No momento em que vê a obra, Dorian despreza que a cada dia envelheça cada vez mais e deseja ser jovem para sempre. Ele só não imaginava que isso fosse acontecer de verdade.
Assim, com o tempo, o jovem Dorian usufruirá dos gostos mais profundos, das atitudes mais profanas e das coisas mais extremas que um ser humano pode, até que o seu retrato se volta contra ele mesmo.
Um livro para todos lerem ao menos uma vez na vida. Vendido baratinho pela editora Martin Claret junto com a coleção Obras primas de cada autor, Dorian merece uma atenção especial pela descrição dos atos e pelas lições de moral que podemos aprender OU NÃO lendo o livro.
O Retrato de Dorian Gray foi escrito por Oscar Wilde, tem 190 páginas e foi publicado pela Martin Claret
quinta-feira, 8 de março de 2012
Resenha: O Diário de Bridget Jones
Problemas com homems? Com o excesso de bebida? Não consegue deixar de comer as coisas que mais gosta (em excesso)? Nem consegue alcançar todos os seus objetivos? Para você perder peso é uma luta? E para ganhar...é facinho? Bem, então você vai se identificar com a colega Bridget. O livro de Helen Fielding é muito conhecido e um retrato da mulher real, marcado principalmente pelo filme estrelado por Renée Zellweger.
Bridget é comum. Tão comum que comete os erros mais comuns e perde pontos sociais por causa de coisas do dia-a-dia. Está solteirona, seus vinte e poucos lhe deram tchau e ela vê o casamento dos pais serem arruinados porque sua mãe parece ter bem mais atitude do que ela. Falando em sua mãe, ela empurra Bridget para o primeiro solteiro bom partido que conhece, e o advogado Mark Darcy parece ideal para sua filha desajustada. Não fosse ele ser Mark Darcy. E sua filha ser Bridget.
Mas a senhorita Jones não está interessada em qualquer solteiro. Ela gosta é de seu patrão, tem uma queda por ele, por seu jeito de canalha e pelo gosto do proibido. Por isso, ela dedica seus dias a tentar se convencer de que há algo ali além de sua imaginação.
O livro é um monólogo de Bridget com ela mesma, um legítimo diário. Se você quer textos profundos, esqueça. A profundidade de Bridget está justamente em seu desequilíbrio social e em sua completa falta de bom senso na maioria das vezes em que faz alguma coisa.
O livro é um dos poucos que você pode dizer: é, o filme adaptado desse livro foi, de fato, muito bom. Por que? Porque ele permitiu tal abertura.
Minha opinião pessoal está duramente imposta nesta resenha. O livro não é novo, muito pelo contrário, mas eu o adoro. Bridget sou eu, é todas as mulheres que conheço, e algumas que não conheço também. Quase impossível não amá-la. E odiar ser tão parecida com ela assim.
Leitura obrigatória para garotas que querem descobrir que não são tão estranhas assim.
O Diário de Bridget Jones foi escrito por Hellen Fielding, tem 317 páginas e foi publicado pela Galera Record.
Resenha: Eu Sou o Número Quatro
Os legados de Lorien era uma série de impacto fora do Brasil, com uma temática um pouco batida, mas com o foco teen - importantíssimo para o atual público leitor. Porém, fora com o roteiro escrito e com um filme com artistas hollywoodianos que o livro passou a ser bastante conhecido também aqui no Brasil.
Por se tratar de um tema bem conhecido tanto para quem lê quadrinhos, como para quem vê tv, a jovialidade e a linguagem com que o autor Pittacus Lore lidou com o tema fez com que muita gente se identificasse com o jovem alien fugitivo de nome 4. Mas por quê 4? Porque é a sua sequência de morte.
Bem, ele em um grupo de 9 vieram para a Terra para se refugiarem da morte em seu planeta de origem, e mesmo na Terra, eles correm perigo, por serem...mas quem são eles mesmo? É disso que se trata, afinal.
No livro, o personagem principal é bem jovem, um adolescente na fase das espinhas ainda, que não consegue residência fixa por seu tutor ter um grande cuidado com a segurança dele. Vivem isolados, por medo de que alguém os reconheçam. Mas é mais uma mudança que os faz por em questão se vale mesmo a pena continuar fugindo, sem manter laços com ninguém, com nada.
Um romance agitado, cheio de impasses, com um toque de comédia e o próprio autor do livro se colocando como um dos personagens, Eu sou o número quatro pode te surpreender, não porque é um best-seller. Mas porque você pode se enganar bastante com o rumo que as coisas nessa história podem tomar.
Minha visão particular:
Eu adoro o tema alienígena e não havia lido muito a respeito, apenas assisti bastante filmes e vi alguns artigos e matérias sobre o tema. O livro me foi uma surpresa porque você sempre está sob tensão com o rumo da história. Sabe aquela leitura que te faz levantar da cama, sentar, ficar querendo passar as páginas muito, mas muito rápido MESMO só para ver o que vai acontecer logo? Pois é. Esse livro tem dessas emoções.
Eu também li a sequência de Eu sou o número quatro, depois posto a resenha aqui - ela ainda está pela metade - e depois falo do filme, que, de fato, não me agradou, assim como a adaptação de Percy Jackson, e digamos, quase pelo mesmo motivo!
A capa do livro - a minha é a original, não a do filme - é linda, em auto relevo e eu adorei a arte gráfica e principalmente o suspense que o autor fez de si mesmo.
Eu sou o número 4 foi escrito por Pittacus Lore, tem 352 páginas e foi publicado pela Intrínseca.
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